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A arte do azulejo português - Duzett District

A arte do azulejo português

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De origem egípcia, a decoração cerâmica foi introduzida na Península Ibérica pelos Árabes, durante o século XIII. O vocábulo azulejo provém do árabe "al-zulaich", que significa pequena pedra polida. Primitivamente, tratou-se de mosaicos cortados a alicate, a partir de uma peça maior de barro vidrado numa só cor. Em Portugal, o azulejo começou a ser fabricado com características próprias da cultura e história portuguesas e, desde então, o seu uso foi de tal modo generalizado que se torna difícil encontrar algum edifício de certa categoria, no qual não tenha fachada em azulejo. O Azulejo é uma das expressões mais fortes da Cultura em Portugal e uma das contribuições mais originais do gênio dos portugueses para a Cultura Universal.
 
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As primeiras utilizações conhecidas do azulejo em Portugal como revestimento monumental das paredes foram realizadas com azulejos hispano-mouriscos, importados de Sevilha, por volta do ano de 1503. O desenvolvimento da cerâmica na Itália e a possibilidade de se pintar diretamente sobre o azulejo, em técnica de majólica, permitiu alargar a realização de composições com diversas figurações, representando momentos históricos ou decorativos. Para Portugal fizeram-se encomendas na Flanders contudo, foi a fixação de ceramistas flamengos em Lisboa que propiciou o início de uma produção portuguesa a partir da segunda metade do século XVI.
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azulejos3Sendo os azulejos figurativos concebidos em sintonia com o espaço, sagrado ou civil, a que se destinavam, constituíram-se nas oficinas verdadeiros repertórios de gravuras, utilizadas em diversas encomendas. Cenas religiosas, de caça, guerreiras, mitológicas e satíricas, eram transpostas para azulejo, interpretadas em colorido livre por artífices sem formação acadêmica, aplicadas em grandes superfícies arquitetônicas ou, em escala mais reduzida, substituindo a pintura a óleo de tradição européia.
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 Aqui, o azulejo ganhou uma importância cada vez maior na arquitetura portuguesa. A igreja encomendou pequenos painéis avulsos com figuras de santos, emblemas e narrativas religiosas, ainda em pintura ingenua se comparada com os grandes ciclos religiosos do século seguinte. Por outro lado, a nobreza era quem encomendava e projetava o azulejo profano, que destinava à decoração dos novos espaços palacianos que construiu em Lisboa e no campo após a Restauração da Independência de Portugal em 1640.
azuleNa segunda metade do século XIX o azulejo de padrão, de menor custo, cobre milhares de fachadas, produzido por fábricas de Lisboa Viúva Lamego, Sacavém, Constância, Roseira — e do Porto e GaiaMassarelos, Devesas. Utilizando técnicas semi-industriais ou industriais, permitindo uma maior rapidez e rigor de produção, as fachadas com azulejo de padrão e cercaduras delimitando as portas e janelas, são elementos fundamentais, através da cor e variações de luz, da identidade urbana em Portugal.
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azzuConcentrando-se no Porto e Lisboa, definiram-se duas sensibilidades: no norte é característico o recurso a relevos pronunciados, num gosto pelo volume e pelo contraste de luz e sombra; no sul mantêm-se as padrões lisos de memória antiga, para uma quase ostensiva aplicação exterior nas fachadas. Já no Séc. XX, no Porto, o pintor Júlio Resende constrói desde 1958, também em articulação com modernos projetos de arquitetura, uma importante atividade de ceramista, composições figurativas em azulejo e placas cerâmicas culminando no seu imenso painel Ribeira Negra, de 1985.
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azumod1Por esta altura, são de referir desde logo os artistas Rafael Bordalo Pinheiro, com produções diversificadas, e Jorge Barradas, impulsionador da renovação no domínio da cerâmica e do azulejo. Em meados do século, Maria Keil realiza um vasto trabalho para as estações iniciais do metropolitano de Lisboa, mas devem também assinalar-se obras de Júlio Resende, Júlio Pomar, Sá Nogueira, Carlos Botelho, João Abel Manta e Eduardo Nery, entre outros. O Azulejo ultrapassou largamente a mera função utilitária ou seu destino de Arte Ornamental e atingiu o estatuto transcendente de Arte, enquanto intervenção poética na urbanização das cidades portuguesas.

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