Fitó, uma explosão de sabores do Nordeste

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Um ambiente em que o verão é a estação do ano inteiro que só costuma acontecer no Norte e no Nordeste do país, este é o restaurante Fitó. Com amplas janelas, plantas no teto e cores claras que remetem à praia, o restaurante surpreende pela decoração moderna com clima leve e descontraído – um pequeno oásis logo ao lado do movimentado (para não dizer caótico) largo da batata. Com um cardápio nem sempre fácil de entender, embora esteja escrito em bom português, a cearense com alma piauiense, Cafira Foz, faz pratos contemporâneos, com velhos conhecidos da sua infância, embora nem sempre presentes no dia a dia dos paulistanos. fito1Carne de sol, cupuaçu, taperebá, manteiga de garrafa e óleo de babaçu são apenas alguns dos ingredientes que a chef usa para compor sua versão da culinária nacional. “Este não é um restaurante piauiense, eu tenho até medo de cometer uma gafe me apropriando de uma cultura tão forte”, explica Cafira que define sua cozinha como: brasileira, sensorial e, acima de qualquer coisa, afetiva. fito2 fito3Para que seus clientes se reconhecessem na comida do Fitó, mas ao mesmo tempo tivessem uma experiência diferente e única em seu restaurante, Cafira ressalta também que absorveu características paulistanas, destas que só quem não cresceu na cidade é capaz de captar. fito4O projeto do restaurante também tenta fugir da caricatura nordestina. Pensado pelo marido e sócio de Cafira, Thomaz Foz, e executado por um grupo de amigos arquitetos e engenheiros, o restaurante ocupa uma casa antiga em Pinheiros, que antes era apenas um pequena lanchonete, e hoje, dá lugar um ambiente que foge bastante do estereótipo nordestino e, ao menos à primeira vista,  poderia estar em qualquer lugar do mundo, servindo qualquer tipo de comida. fito6É nos detalhes que  a sua identidade nordestina é revelada. A fachada, por exemplo, além de ser inspirada nas casas coloniais típicas do Nordeste, traz o nome “Fitóestampado direto no muro, fazendo referência a impressão dos tradicionais cordéis. As cores claras e o cimento queimado, que como explica Cafira, no Piauí é chamado de "chão batido", também fazem referência às casas mais tradicionais do Norte e Nordeste do país - mas sem exageros. fito7É assim, fugindo de estereótipos e sem medo de colocar em um mesmo caldeirão suas memórias, experiências e convicções, que Cafira e Thomaz trilham os primeiros passos na construção de um restaurante que não tem a pretenção de ganhar estrelas, se recusa a cobrar caro em seus pratos, mas não abre mão de oferecer 20 minutos de acalento para quem trabalha nas redondezas durante a semana – ou precisa de um lugar gostoso para ir aos finais de semana.

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