Instituto Moreira Salles abre na capital paulista

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Grandes filas se fizeram para a abertura para imprensa da mais nova Instituição Cultural de São Paulo no último dia 19 de setembro. O Instituto Moreira Salles Paulista presenteia o público com quatro exposições temporárias, loja, café, cursos, shows, biblioteca especializada e cinema. Realizando uma antiga aspiração e consolidando sua presença em São Paulo, o mais importante cenário cultural do Brasil, o Instituto Moreira Salles inaugurou em 20 de setembro, para o público, um novo endereço: avenida Paulista, 2424. O novo centro cultural, com projeto do escritório Andrade Morettin Arquitetos, abriga toda a programação organizada pelo instituto na cidade. moreirasa1 moreirasa2São sete andares, todos com pé-direito duplo, em um projeto realizado a partir de conceitos sustentáveis. Para o arquiteto Marcelo Henneberg Morettin, um dos maiores desafios foi resolver um museu vertical. Uma das soluções encontradas foi transpor para o quarto pavimento o ambiente de entrada e convívio do centro cultural, a Praça IMS, acessível diretamente a partir do vão livre do térreo por escadas rolantes. mor12 mor13Além das áreas para exposições, com mais de 1200 metros quadrados, o IMS Paulista conta também com um cineteatro – onde acontecem mostras de filmes, eventos musicais, seminários e debates –, uma biblioteca de fotografia, salas de aula, a loja/livraria IMS por Travessa e o café-restaurante Balaio. mor14 mor15Entre as mostras inauguradas está “CORPO A CORPO: a disputa das imagens, da fotografia à transmissão ao vivo” que exibe um recorte da produção brasileira contemporânea em fotografia, cinema e vídeo por meio de sete trabalhos desenvolvidos por artistas e coletivos – Bárbara Wagner, Jonathas de Andrade, Mídia Ninja, Sofia Borges, Letícia Ramos e Garapa – em parceria com os curadores Thyago Nogueira, coordenador de fotografia contemporânea do IMS e editor da revista ZUM, e Valentina Tong (assistente). mo16 mor17Os artistas foram convidados a pensar sobre o retrato, individual ou coletivo, e sobre como as imagens podem nos ajudar a enxergar os conflitos sociais que emergiram no Brasil nos últimos anos. O mote é o uso do corpo como um elemento de representação social e atuação política – seja pela presença física e simbólica nos espaços públicos, seja como o veículo condutor da câmera, seja como lugar de expressão da individualidade, que aproxima e separa os indivíduos. ult O IMS também apresenta pela primeira vez no Brasil, Os americanos, de Robert Frank, um dos nomes mais importantes da história da fotografia. A série, com 83 fotografias em cópias da década de 1980, pertence à coleção da Maison Européenne de la Photographie e é uma das poucas séries completas da obra de Frank. A exposição traz também Os livros e os filmes, projeto desenvolvido em parceria com o editor Gerhard Steidl.

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