Lifestyle com arte e história na Bahia

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Considerado o Copacabana Palace de Salvador, o Hotel da Bahia foi o primeiro  cinco estrelas da cidade. Localizado no Campo Grande, seu projeto original é de 1947, encomendado pelo então governador Otávio Mangabeira para Diógenes Rebouças. O arquiteto fã da Bauhaus não esconde a admiração pelo movimento alemão. O traço também aparece em outros projetos de sua autoria, como o Estádio da Fonte Nova, o prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFBA e a Escola Parque. salva3 salva4Nos anos 70, o hotel foi vendido para a iniciativa privada e em 1981, tombado como patrimônio histórico pelo IPAC – Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia. Porém, nos anos seguintes, sofreu com o abandono, até que em 2010 foi arrematado em um leilão pela GJP Hotels & Resorts e rebatizado Sheraton da Bahia, em uma parceria com a bandeira da Starwood Hotels. salva5Foram dois anos e meio de extensa reforma para recuperar o prédio de anos de negligência, com o escritório baiano AFA à frente do projeto. Além de atender ao desejo da empresa de que fossem mantidas as características originais da construção, havia as particularidades de um edifício tombado, que tinha proibidas alterações nas paredes externas (os azulejos originais, feitos com búzios locais por Paulo Antunes Ribeiro, continuam lá), teto e painéis internos. Já os interiores ficaram a cargo da Foguel Reis Sá Arquitetura. A decoração evoca os anos dourados do Hotel da Bahia e mistura móveis originais da época, como as poltronas Mole de Sérgio Rodrigues que enfeitam a recepção. salva1 salva2 A arte local respira em todos os ambientes. Já na recepção, o hóspede recebe as boas-vidas do imponente mural de concreto feito por Carybé (há mais dois assinados por ele no hotel) em 1984 e ao sentar-se em uma das poltronas Mole, tem à sua frente obra da artista baiana Nadia Taquary. Para o restaurante que leva o seu nome, Genaro de Carvalho criou, quando voltou de Paris nos anos 1950, um painel de influências cubistas que, restaurado, enche de cor o ambiente. salva6Na área externa, a “Revoada de Pássaros”, grande escultura em metal de Tatti Moreno esconde a escada de emergência e traz ar vintage ao restaurante Passeio de Vitória, onde o chef Elton Viana, o Tim, entrega suas releituras dos pratos típicos da culinária baiana. O acervo conta ainda com 49 gravuras de Calazans Neto, além de obras de Emanoel Araújo, Julio Espinosa e Caetano Dias. salva7São 12 andares e 286 quartos – cada um deles decorado com pelo menos uma das 300 fotos de Pierre Verger compradas pelo hotel -, entre eles 16 suítes e a suíte presidencial com seus 300 m², seis gravuras de Di Cavalcanti pelas paredes, varanda com jacuzzi privativa e uma vista privilegiada para a Baía de Todos os Santos. Para quem quer relaxar, o spa Vitalita oferece vários tipos de massagens e tratamentos na cobertura do prédio. O slogan “Sorria, você está na Bahia” nunca fez tanto sentido. Já pensou em passar o verão 2017/18 lá? Imperdível!

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